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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Requisitos Mínimos para implementar um PLE online


A criação de um PLE deve ser preliminarmente assente em rede de pessoas e só depois em tecnologias e em ambientes web. Estas redes envolvem diversas actividades de aprendizagem que deverão ser adequadas aos ambientes tecnológicos, adaptadas ao perfil dos seus beneficiários e conciliadas com os resultados de aprendizagem que se desejam alcançar.

Por este motivo, o profissional de educação que pretenda implementar e incutir a prática de ambientes pessoais de aprendizagem online terá de recorrer a novas estratégias que vão muito mais além da adaptação dos conteúdos às tecnologias digitais.

Primeiro deve ter percepção dos Requisitos Mínimos para implementar um PLE online:
- dar autonomia aos alunos/formandos;
- dar o controlo e gestão de tempo aos alunos/ formandos;
- dar liberdade no registo de reflexões aos alunos/ formandos.

Estes 3 requisitos, inabdicáveis pelos professores/formadores da “velha guarda”, fazem parte de um processo de mudança, que não só traz novas rotinas aos professores/formadores como também exigem novas atitudes aos alunos/formandos: a autonomia e controlo trazem mais responsabilidade, e por outro lado, a liberdade acelera a emancipação dos alunos/formandos. Estes estímulos permitem diminuir as dificuldades sentidas pelos alunos/formandos quando ingressam no mundo laboral, tendo em conta que incutem uma melhor organização pessoal e uma gestão individual de tempo mais eficiente.

A cedência de autonomia, controlo e liberdade no processo de aprendizagem aos alunos/formandos não pressupõe descuramento nos timings nem abandono instrutivo. Antes pelo contrário, exige por parte dos professores/formadores uma comunicação mais assertiva, orientações mais afinadas ao perfil do aluno/formando e uma conduta específica ao sítio onde está afiliado o PLE.

Imagem: office.microsoft


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Contributos para uma discussão do conceito (Mota, 2009)

Quem já conhece o conceito de Personal Learning Environments (PLE) sei que não concordará com o facto de designar restritamente um PLE como software ou tecnologia (mesmo que seja no sentido abrangente dos termos).

O PLE deverá essencialmente ser entendido com um conjunto de ferramentas capazes de mediar e fomentar ambientes propícios para o estímulo interactivo dos alunos sobre determinada matéria. Os ambientes ideais são aqueles que permitem que os alunos atinjam os objectivos de aprendizagem com autonomia na definição dos seus objectivos, gestão dos próprios conteúdos e consigam comunicar com os outros alunos no processo de aprendizagem.

Para que melhor se perceba esta perspectiva (e outras eventualmente diferentes) recomendo a leitura do artigo da autoria de Mota (2009), que na minha opinião e pela excelência da investigação preconizada vai muito mais além do que um contributo para uma discussão do conceito de PLE: http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/105/66

Referência:
Mota, J. (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias; vol.2 (2); pp. 5-21. Retirado em 29 de Março de 2011 de http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/105/66

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