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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Potencial pedagógico dos ambientes de aprendizagem pessoais

Não devemos cair em extremos quando falamos sobre o potencial pedagógico dos PLE. Quanto mais lúcidos, sensatos e racionais forem as promessas sobre a aplicabilidade dos PLE no processo de aprendizagem maior serão as possibilidades de retorno. Não vale a pena entrarmos em demagogias inconsistentes.



Porém, face à actual realidade cultural dos alunos/formandos é inegável reconhecer o potencial pedagógico dos PLE:

- potenciam ambientes de aprendizagem participativos e produtivos;
- incentivam à criatividade e interacção entre alunos e professores;
- proporcionam actividades de aprendizagem apropriadas a diferentes alunos;
- equacionam a transmissão e aquisição bilateral de conhecimentos;
- propiciam ambientes colaborativos e uma base motivacional forte no processo de aprendizagem;
- incentivam às reflexões dos alunos sobre as aprendizagens, e por sua vez, o professor/formador responsável meditará sobre as reflexões dos alunos/formandos para se auto-avaliar e corrigir atempadamente as suas estratégias de ensino.


Imagem: office.microsoft

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

“Desvirtualização” da Web na educação

É inegável que a Internet é um excelente meio para adquirir conhecimento e deverá continuar a ser um complemento na pesquisa dos processos de aprendizagem. Todavia, a generalização e o uso quase singular da Internet para estes fins desvirtualiza o verdadeiro sentido da usabilidade da Web na educação. A Web quando aplicada isoladamente e sem fundamento pedagógico enfraquece as verdadeiras expectativas que existem na sua aplicabilidade educacional.

A envolvência dos ambientes pessoais de aprendizagem mostra-se favorável para potencializar inovações nas práticas de aprendizagens actuais através dos ambientes Web.


Imagem: office.microsoft

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Egocentrismo partilhado?



Os professores/formadores que encorajam os seus aprendizes para reunir, reindexar e compartilhar conteúdos digitais, bem como reflexões pessoais enquadradas nesses conteúdos, num mesmo espaço web (blog, facebook, twitter, ...), estão a estimular o “eu” que há em cada educando. 
Esta abordagem, aparentemente egocêntrica, desempenha uma importante peça no processo cognitivo da aprendizagem individual, permitindo aos alunos reflectir activamente sobre os recursos. Por sua vez, a publicação dos conteúdos e reflexões individuais geram conexões de conhecimento que permitem um envolvimento colectivo na aprendizagem, facilitando simultaneamente a auto-estima.


A verdadeira personalidade no processo de ensino és "Tu", "Sim, tu", "Tu que controlas a informação".
Imagem: Revista Time (2006) 
Nota: a dicotomia entre a personalidade do ano "You" da revista Time 2006 e o PLE é original de Terry Aderson (2007). PLE and You. University Manitoba
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Da geração do Spectrum ao PLE

Entre a geração do Spectrum até aos dias de hoje tem existido uma constante evolução tecnologia. Esta ininterrupta evolução e mudança surge de forma emaranhada e a um ritmo vertiginoso, interferindo com os nossos hábitos e costumes quotidianos, o ambiente, a comunicação, o próprio sistema de educação, enfim a sociedade em geral.

Já ultrapassamos a época baptizada por “Era Digital” e estamos já possivelmente na “Era da Web 3.0” onde as crianças crescem em permanente contacto com a tecnologia. É certo que esta realidade é diferente da realidade do Spectrum. Mas existe algo em comum entre aquela época e os dias de hoje: a permanente evolução tecnológica e social.

É necessário por isso que os padrões de desenho curricular sejam constantemente adaptados à realidade da sociedade actual para que não fiquem desfasados e descontextualizados. O uso da Web2.0, aprazível e familiarizada aos actuais alunos, quando devidamente ministrada em ambientes pessoais de aprendizagem serão uma forma credível de por em prática a modernização do desenho curricular.

Imagem: office.microsoft

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Integração de tecnologia e dos PLE no contexto de aprendizagem

A integração de tecnologia no contexto de aprendizagem é uma realidade frequente e quase vulgarizada. No entanto, a tendência é usar recursos tecnológicos cujo professor é o centro e principal beneficiário em vez de uma aplicação verdadeiramente pedagógica e substancial das TIC no processo de aprendizagem do aluno.
  
Como refere Guilhermina (2007), alguns professores “pensam que é suficiente colocar os computadores com algum software ligados a Internet nas salas de aula que os alunos vão aprender e as práticas se vão alterar. Sabemos que não e assim”(p.44).

É por isso necessário uma nova abordagem e mentalidade dos professores em relação à aplicação das TIC na sala de aula. Os alunos não auferem de qualquer mais-valia no seu percurso de desenvolvimento intelectual quando o professor prefere usar um PowerPoint por simples substituição de um quadro e giz ou um teste realizado num browser em substituição de um teste de papel. As mais-valias surgem quando o professor/formador é ágil ao ponto de conseguir dissimular as TIC na envolvente da educação, de tal forma a transformá-las em verdadeiras ferramentas de mediação e interlocução dos conhecimentos, sendo por isso capazes de promover uma aprendizagem eficiente, sólida e sistemática. Antevejo na envolvência e abrangência dos PLE a esperança desta concretização.

Referências:
Miranda, Guilhermina Lobato (2007). Limites e possibilidades das TIC na educação. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, pp. 41‑50. Retirado em 17 de Dezembro de 2010 de
http://sisifo.fpce.ul.pt

Rodrigues, Pedro de Jesus (2010). Integração Curricular das TIC [web log message]. http://grou.ps/escola20

Imagem: office.microsoft

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